Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Bossamoderna inicia série sobre a Tropicália

Três programas homenagearão os 50 anos do movimento que revolucionou a música brasileira

Bossamoderna

No AR em 29/10/2017 - 22:00

O Bossamoderna deste domingo (29) inicia uma série de três programas sobre um movimento que revolucionou a música brasileira, a Tropicália. O primeiro programa destaca obras como “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil e “Enquanto seu lobo não vem”, de Caetano Veloso.

Esta edição começa com Caetano Veloso apresentando “Alegria, alegria”, com acompanhamento da banda de rock argentina, os Beat Boys. Já Gilberto Gil, apenas um ano após ter participado de uma passeata contra guitarras elétricas, induzida pela batalha de audiência entre os programas “O fino da bossa” e "Jovem Guarda”, fundava outro pilar inaugural da tropicália: o jogo de capoeira. Esta edição apresenta “Domingo no parque”, com arranjo beatle do maestro Rogério Duprat e participação decisiva dos roqueiros Mutantes.

Outro emblema dessa fase inicial foi “Baby”, de Caetano Veloso, com direito a citação do rock balada “Diana”, do canadense Paul Anka, de 1957, na intromissão do próprio autor. O Bossamoderna apresenta “Baby” na voz da musa da tropicália, Gal Costa.

Esta edição destaca também um tropicalista fundador, Tom Zé. O programa apresenta “Parque industrial”, com o próprio Tom Zé, Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso e os Mutantes. O título remete ao livro “Parque industrial” de Patrícia Galvão, companheira do ensaísta, teatrólogo e poeta Oswald de Andrade, um dos inspiradores do movimento tropicália.

O Bossamoderna destaca também “Geleia geral”, parceria de Gilberto Gil com outro personagem fundamental da Tropicália, o piauiense Torquato Neto. A faixa faz parte do disco manifesto “Tropicália”.

A parceria entre Caetano Veloso e Gilberto Gil aprofundou–se no concretismo, na poesia gráfica, através da obra “Batmacumba”, que funde signos dos quadrinhos e do imaginário afro brasileiro.

Outra característica da tropicália, em oposição à bossa nova anterior, foi abrir o espaço da MPB para a chamada música brega, através de seu fundador, o carioca Vicente Celestino, que faleceu em 1968, exatamente a caminho de um show tropicalista. Esta edição apresenta “Coração materno”, de Vicente Celestino pelo arranjo do maestro Rogério Duprat, na revisita de Caetano Veloso.

Clique no player abaixo e ouça o Bossamoderna.

O programa apresenta também “Mamãe coragem”, de Caetano Veloso e Torquato Neto com Gal Costa, outra faixa do coletivo álbum “Tropicália”, de 1968. Nara Leão também faz parte do disco com a obra Lindonéia”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil que faz referência a uma pintura de Rubens Gerchman. Ainda do denso disco “Tropicália”, o programa destaca “Enquanto seu lobo não vem”, de Caetano Veloso.

Outra força da fundação tropicalista foi o trio paulistano Mutantes, formado pelos irmãos Arnaldo e Sérgio Batista e Rita Lee. Eles protagonizam a sátira à burguesia “Panis et circensis”.

Outro destaque do Bossamoderna é “Tropicália”, do próprio Caetano Veloso, que saiu em seu disco de estreia solo de 1967, num arranjo memorável de outro maestro erudito de vanguarda Julio Medaglia.

Gladiador dos festivais da época, Tom Zé ganhou o da TV Record, de 1968, com sua obra “São Paulo, meu amor”, também incluída em seu primeiro disco solo.

Ao grupo tropicalista incorporou-se também outro dissidente da bossa, iniciado no Beco das Garrafas, Jorge Ben, que turbinou com seu violão e intervenções, a gravação dos Mutantes de sua “A minha menina”, em faixa do primeiro disco solo “Mutantes”, de 1968.

Este primeiro programa sobre a Tropicália do Bossamoderna termina com “Divino maravilhoso”, parceria de Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Bossamoderna vai ao ar todo domingo às 22h pelas rádios MEC AM e MEC FM com reprise toda quarta às 21h na MEC AM. Envie seus pedidos de músicas, participação ou informações da programação também pelo Whatsapp (21) 99710-0537.

 

 

Mais do programa