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Bossamoderna destaca o Contrabaixo

O repertório conta com composições de Baden Powell, Vinicius de Moraes e Chico Buarque

Bossamoderna

No AR em 14/01/2018 - 22:00

O Bossamoderna deste domingo (14) fala sobre o Contrabaixo, instrumento descendente do “violone”, o timbre mais grave da família dos violinos, que ingressou na música erudita no século dezessete e foi exponencial no desenvolvimento do jazz. No Brasil, sua presença se tornou cada vez mais intensa a partir dos trios de piano-baixo e bateria da bossa nova.

O programa começa com o Tamba Trio, apresentando “Só danço samba”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em gravação de 1968.

Esta edição também destaca o trabalho do niteroiense Sebastião Costa Carvalho Neto, o Tião Neto, que contribuiu para tirar o baixo da cozinha percussiva e trazê-lo para os holofotes dos solos, como em “Zelão”, de Sérgio Ricardo com o Bossa Três, que faz parte do repertório do programa, em faixa do disco “Os Bossa três”, de 1963.

O Bossamoderna aproveita a oportunidade para apresentar a obra do expoente da bossa paulistana. O Zimbo Trio do pianista Amilton Godoy e do baterista Rubinho Barsotti, que teve em sua formação original o baixista paraense Luiz Chaves, regravou “Menina flor”, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, em faixa do disco de estreia que levou o nome do grupo. O programa destaca também outro solo do então baixista do grupo, Luiz Chaves. Desta vez, utilizando o arco sobre as cordas do contrabaixo, em “Berimbau”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Depois de sair do Zimbo Trio, Luiz Chaves deu lugar ao paulistano Itamar Collaço. Na nova formação do trio, seu baixo elétrico tem papel relevante na releitura de “Incompatibilidade de gênios”, de João Bosco e Aldir Blanc, de 1976, que faz parte desta edição em faixa do disco “Zimbo Trio ao vivo”, de 2007.

O baixista carioca Sergio Barrozo também faz parte desta edição. Ele brilha na gravação original de “Meu fraco é café forte”, do Rio 65 Trio, ao lado do pianista Salvador Silva Filho, o Dom Salvador, e do baterista Edison Machado.

O programa destaca também o trio “carioca Três”, formado por Francisco Pellegrini, piano, Lourenço Vasconcellos, bateria e vibrafone e, enfim, pela baixista Lise Bastos. Ela é a musa da faixa “Samba pra Lise”, de Pellegrini, com direito a solo, em faixa do disco “Três”, de 2011. A obra “Choro sambado em três” também faz parte do repertório desta edição.

O Bossamoderna apresenta o trabalho do cearense Jorge Helder na releitura de “Gota d’água”, de Chico Buarque, junto com o quinteto liderado pelo pianista Antonio Adolfo, em faixa do disco “Chora baião”, de 2011.

Esta edição destaca também o sobrinho do luminar do contrabaixo, Luizão Maia, o carioca Arthur Maia, que tem vários álbuns solos gravados. Exímio no baixo elétrico, ele ainda divide a percussão com Armando Marçal, no samba “Besteira”, em faixa do disco “Arthur Maia”, de 1996. O repertório do programa conta com outra obra de Arthur, desta vez de sua autoria “Nirvana com Nescau”.

De Minas, o Bossamoderna traz o baixista solista Dudu Lima, também com vários discos lançados. Ele apresenta o clássico “Brasileirinho” de Waldir Azevedo, em faixa do disco “20 anos de pura música ao vivo”, gravado em Juiz de Fora, em 2006.

O programa destaca também o Trombonista, Jorginho Neto que abre seu disco com “Edinho Sapato Branco”. A música foi composta pelo baixista paulista, Marcos Paiva.

O paulistano Trio Corrente, formado por Fábio Torres, piano, Edu Ribeiro, bateria e Paulo Pauleli, contrabaixo, também faz parte desta edição do Bossamoderna. A obra em destaque é “O bem do mar”, de Dorival Caymmi que faz parte disco “Volume 2”, de 2011 do Trio.

E esta edição do Bossamoderna termina com duas composições que homenageiam um dos maiores baixistas do planeta, o americano Jaco Pastorius, que viveu entre 1951 e 1987. E os tributos são feitos pelo baixista santista, Arismar do Espírito Santo e seu filho Thiago do Espírito Santo. De Arismar é “Jaco no Jabour”, uma visita imaginária do americano ao reduto do bruxo Hermeto Pascoal, que faz parte do disco “Roupa na corda”. Já de Thiago é obra “Pastorius victory”, do álbum “Alma de músico”, de 2014.

Bossamoderna vai ao ar todo domingo às 22h pelas Rádios MEC AM e FM com reprise toda quarta às 21h na MEC AM. Você pode ouvir também o programa pelo player que está disponível no topo da página. Envie seus pedidos de músicas, participação ou informações da programação também pelo Whatsapp (21) 99710-0537.

 

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