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Cinelândia Matinal: Rádio Nacional resgata acervo de programa sobre cinema produzido nos anos 1950

Uma homenagem ao jornalista e crítico de cinema Adolpho Cruz a partir de quarta-feira, dia 19, às 7h30

Especiais

No AR em 17/04/2017 - 17:38

 

Esta semana a Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 kHz) faz uma homenagem ao jornalista e crítico de cinema Adolpho Cruz que, nos anos 1950, apresentava o programa Cinelândia Matinal, uma das primeiras atrações a abordar a sétima arte no rádio brasileiro.

A partir de quarta-feira, dia 19, a emissora leva ao ar, às 7h30, o primeiro dos três especiais diários com gravações do radialista. Os áudios também serão reapresentados durante a programação. A iniciativa é fruto da parceria da Gerência Executiva de Acervo de TV e Rádio com a Gerência Executiva de Rádios da Empresa Brasil de Comunicação.

Pessoas sentadas: não identificado (1ª), Mary Gonçalves (2ª), Carlos Pallut (3ª), Celso Guimarães (4ª). Pessoas em pé:  não identificado (5ª), Osvaldo Luiz (6ª), Bill Farr (7ª), não identificado (8ª), Adolpho Cruz (9ª) e outras pessoas não identificadas
Cinelândia Matinal - Adolpho Cruz está em pé atrás do homem com mão na mesa (Acervo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro)

Adolpho Cruz ganhou fama nacional depois de entrevistar a Pequena Notável Carmen Miranda, em Hollywood, na fase em que a artista estava radicada nos Estados Unidos e preparava sua volta ao Brasil. Na ocasião, ela não falava à imprensa brasileira há treze anos.

Além de um trecho da entrevista, o público poderá ouvir pérolas ditas à época como o cronista chamando Katharine Hepburn e Bette Davis de “feinhas” e anunciando a produção em Hollywood de uma máscara invisível que seria usada pelos atores de cinema em cenas de beijo.

Pelas ondas do rádio, o Cinelândia Matinal trazia as novidades da telona pelo mundo e, em especial, sobre a produção audiovisual no país. O programa ficou no ar por duas décadas.

Com cerca de dez minutos, o especial traz ainda depoimentos de professores e historiadores sobre a importância da Rádio Nacional para o cinema brasileiro.

Os convidados comentam a participação de ícones da Era de Ouro do Rádio, que permeavam o imaginário popular como atrizes, cantores e roteiristas, em produções da sétima arte. Os especialistas explicam como o cinema absorveu modelos e paradigmas do rádio, como aqueles da comédia musical.

A primeira trilha sonora do cinema brasileiro, por exemplo, foi criada pelo maestro Radamés Gnatalli, da Rádio Nacional, para o filme "Ganga Bruta", clássico de Humberto Mauro.

Adolpho Cruz morreu em agosto 2010, aos 87 anos. Durante a carreira, o profissional passou por diversos veículos de comunicação, além da Rádio Nacional, como a Rádio Tupi e a Guanabara.

 

Serviço:
Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 kHz)

Especial sobre Adolpho Cruz e o programa Cinelândia Matinal

Quarta (19) a sexta-feira (21), às 7h30 e durante a programação

 

 

 

 

 

Criado em 17/04/2017 - 17:38 - Episódio Homenagem ao jornalista e crítico de cinema Adolpho Cruz

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