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Chico Batera, Naná Vasconcelos e Djalma Corrêa são os destaques no Jazz Livre!

Programa mostra a obra experimental dos três grandes percussionistas brasileiros

Jazz Livre!

No AR em 22/05/2018 - 23:00

O Jazz Livre! desta terça (22) homenageia três grandes percussionistas brasileiros: Chico Batera, Naná Vasconcelos e Djalma Corrêa.

A história de Chico Batera se confunde com a trajetória da música popular brasileira e com o surgimento da bossa nova. Ele começou com a percussão no Império Serrano na década de 1960. E no decorrer da década já tocava no Beco das Garrafas ao lado de músicos importantes como Sérgio Mendes. E foi com ele que Chico viajou para os Estados Unidos e começou sua carreira internacional.

Ainda em 1966, na Alemanha, integrou o grupo "Folclore, samba e bossa nova. A participação do conjunto em um festival de jazz em Berlim,  resultou na gravação de um LP por lá. Já quando morou em Los Angeles, dedicou-se ainda mais à percussão trazendo instrumentos pouco tradicionais, mas que marcam a inventividade do brasileiro: tímpano, sinos, frigideira etc.

Naná Vasconcelos nos deixou em 09 março de 2016, aos 71 anos. Auto-didata, ele tornou o berimbau um instrumento internacional, para além da capoeira. Tocava praticamente todos os instrumentos de percussão, inclusive os penicos e panelas, com os quais aprendeu música quando era criança. Existem muitos marcos em sua carreira. Foi o artista brasileiro que mais ganhou Grammys; oito no total. Também oito vezes foi eleito pela revista Downbeat como melhor percussionista do mundo. Ele também tinha como objetivo mostrar as raízes africanas para todo o planeta. Conseguiu: explorou as potencialidades do berimbau, e trouxe os elementos africanos presentes na música brasileira à tona em seu trabalho, tanto no Brasil, como no exterior.

Além de músico, Djalma Corrêa foi um grande pesquisador. Entre 1973 e 1978, DJALMA realizou várias viagens pelo país como responsável pelo Projeto Phonogram de Pesquisa e Documentação do Folclore do Brasil. Certamente a formação acadêmica e a convivência com os professores Walter Smetak e Hans-Joachim Koellreutter influenciaram seu trabalho no âmbito da pesquisa.Os álbuns MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea) e o Quarteto Negro mostram o cenário musical efervescente a partir da década de 1960. Protagonista da Tropicália, ao lado de Gilberto Gil e Caetano Veloso, Djalma Corrêa estava não só construindo a música popular brasileira, mas também sentia a necessidade de mostrar toda a influência do elemento cultural negro e africano na música brasileira.

Ao longo das décadas de 80 e 90, oinstrumentista trabalhou tanto acompanhando músicos quanto desenvolvendo seu trabalho autoral. Os exemplos são os álbuns "Xingú: guitar & percussion"; "Djalma Corrêa e Banda Cauim"; ambos com músicas próprias; e "Maria", de Maria Bethânia". Já em 2002, participou da organização do festival de jazz "The German All Stars Old Friend", iniciativa que reúne músicos alemães aos de outros países. Atualmente, ele continua em produção, no auge de seus 76 anos. Sua obra sonora está em cartaz na exposição sobre o samba no MAR – Museu de Arte do Rio – que fica em cartaz até primeiro de maio de 2019

Jazz Livre! é transmitido às terças, às 23h, pela MEC FM Rio, e aos sábados, às 22h, pela Rádio MEC AM Rio.

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