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Começa mutirão para reduzir população carcerária no AM

Objetivo é acelerar liberação de presos que já tenham cumprido

O sistema prisional do Amazonas tem 13 mil processos em aberto. A estimativa do Conselho Nacional dos Defensores Públicos (Condege) é que mais da metade deles sejam de prisões provisórias que, provavelmente, já venceram.

 

Após uma reunião no Ministério da Justiça, o defensor-geral do Estado do Amazonas, Rafael Barbosa, anunciou um mutirão carcerário. O objetivo é acelerar a liberação de presos que já tenham cumprido sentença e que não ofereçam riscos à população.

 

Barbosa afirmou que ninguém precisa se preocupar com as pessoas que voltarão às ruas. Segundo ele, o projeto, na verdade, tem o slogan "Dar liberdade a quem tem direito à liberdade". Então, só serão soltas, aquelas pessoas que tiverem em condições."

 

O trabalho é lento porque, mesmo com tantos processos, somente dois defensores atuam na Vara de Execuções Penais do Amazonas. Barbosa avaliou que o ideal seria ter 10 defensores nessa equipe e informou que já solicitou ao governo do estado novos servidores públicos, mas a crise econômica dificulta as contratações.

 

Para os defensores dos estados e da União, a superlotação nos presídios é a principal causa da crise carcerária. No Amazonas, somente na primeira semana do ano, 64 presos foram mortos.

 

Também são destaques do Jornal da Amazônia 1ª Edição desta quarta-feira (11): - Presidente Michel Temer comenta a situação dos presídios; - Litro de gasolina no Pará é o segundo mais caro do país; 101 militares da Força Nacional vão reforçar segurança em Roraima por 60 dias; - Mortos em massacre denunciaram corrupção em presídio do Amazonas.

 

O Jornal da Amazônia 1ª Edição vai ao ar, de segunda a sexta-feira, às 7h45, na Rádio Nacional da Amazônia, uma emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).



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