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Temer veta MPs que reduziriam áreas de preservação ambiental no Pará

Em rede social, o presidente da república respondeu a modelo Gisele Bundchen, que havia se posicionado contra as propostas

Repórter Amazônia

No AR em 19/06/2017 - 20:31

O presidente Michel Temer vetou duas medidas provisórias que reduziam áreas preservadas da Amazônia. O anuncio foi feito nesta segunda-feira (19). pelo Twitter, o presidente Michel Temer respondeu a modelo Gisele Bundchen – que se posicionou contra as propostas na rede social e ao WWF Brasil. 

A ONG colocou um balão de 30 metros na esplanda dos Ministérios pedindo o veto presidencial. A MP 756 foi vetada integralmente. A medida modificava os limites da Floresta Nacional e do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Uma área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina também seria modificada.

A proposta aprovada pelo Congresso Nacional retirava a proteção de mais de 700 mil hectares de Unidades de Conservação – quase o dobro do tamanho da área proposta inicialmente pelo governo federal.

Outra MP, a 758, foi vetada parcialmente. Ela também altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós para a passagem da Estrada de Ferro 170, chamada de Ferrogrão. Dois itens foram vetados, entre eles o que cria, no Município paraense de Trairão, a Área de Proteção Ambiental Rio Branco.

Entre as razões para os vetos, o presidente citou manifestação do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com a pasta, as modificações propostas alteram substancialmente o regime de proteção das unidades de conservação, com potencial de comprometer e fragilizar a preservação ambiental em uma região sensível da Amazônia Brasileira e do Estado de Santa Catarina.

Agora, cabe ao Congresso Nacional, que aprovou as propostas, acatar, ou não, o veto presidencial. Para o Instituto Socioambiental, o veto não garante a proteção das florestas. Isso por que, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou que o governo vai enviar novamente o conteúdo original da MP 756 em forma de projeto de lei, em regime de urgência. Com isso, a proposta de reduzir os limites de unidades de conservação deve voltar a ser apreciada por deputados e senadores.


Confira ainda no Repórter Amazônia desta segunda-feira (19):

- Banhistas são atacados por piranhas em prais do Tocantins

- PRF registra redução em acidentes graves durante feriado de Corpus Christi

- No Maranhão, estudantes fazem campanha para instalação de biblioteca comunitária em reserva extrativista 


Ouça pelo player acima.

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