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RR: um ano após massacre, governo acumula R$ 44 milhões e nenhuma nova unidade prisional

O plano era de construção uma unidade em Boa Vista e a ampliação de outras duas, com expectativa de gerar 735 vagas. Mas até agora, nada foi efetivado

Repórter Amazônia

No AR em 08/01/2018 - 19:11

Massacre em presídio em Roraima completa um ano sem nenhuma nova unidade prisional construída e R$ 44 milhões do Fundo Penitenciário Nacional parados.

A atual crise no sistema prisional de Goiás traz a lembrança a série de barbáries que ocorreram no início de 2017 em presídios da Região nNorte. Nos primeiros dias do ano passado, 56 detentos foram assassinados em presídios do Amazonas. Centenas fugiram.

No dia 6 de janeiro de 2017, 33 presos foram mortos e mutilados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo Dias, em Boa Vista, Roraima. Três meses antes, na mesma unidade prisional, pela mesma razão, outros dez detentos haviam sido mortos. 

A questão teve repercussão mundial, expôs problemas como a superlotação no sistema prisional, a atuação de grupos criminosos dentro das prisões e a condição precária das cadeias.

A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, por exemplo, é a única do todo o Estado de Roraima. Na época das mortes, a unidade tinha capacidade para 770 internos, e uma população carcerária de quase o dobro.

Para o Procurador da República, Thiago Bueno, que em 2017 acompanhou o caso, pelo Ministério Público Federal, o Estado tem sido ineficiente.

A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) informou que a licitação para contratação da empresa que fará o novo presídio na região do Monte Cristo já foi realizada e atualmente está em fase de entrega de documentação e análise de propostas, processo que deve demorar cerca de 30 dias.

Ouça esta edição no player abaixo:

A construção de um novo presídio, em Rorainópolis, deve ter início ainda este mês. Também estão previstas melhorias na Cadeia Pública Feminina e ampliação de vagas em outras duas unidades prisionais.

Segundo a Sejuc, com esses investimentos, o governo vai criar mais de mil novas vagas.

Quanto ao dinheiro do Fundo Penitenciário Nacional, o governo afirmou que já investiu mais de R$ 2 milhões em aquisição de materiais de proteção e segurança.

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