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PA: Fiscais do trabalho resgatam grupo que extraía açaí em condições semelhantes a escravidão

Segundo o Ministério do Trabalho, os extrativistas foram resgatados e receberam as verbas rescisórias e indenização por danos morais individuais

Uma ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho encontrou 18 trabalhadores em situação degradante na ilha do Marajó, no Pará. Entre eles, dois adolescentes de 15 anos. O grupo trabalhava na extração de açaí em área de várzea.

Os trabalhadores dormiam em barracos de madeira suspensos por paus roliços com coberturas feitas de palhas da folhagem do açaí ou telhas de fibrocimento, ou, ainda, de lonas plásticas, sem fechamento das laterais. No local, não havia banheiros. Eles consumiam água diretamente do rio.

A fiscalização também constatou que não havia fornecimento de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores. Eles escalavam as palmeiras em alturas superiores a 2 metros, descalços ou com calçados próprios improvisados.

Segundo o Ministério do Trabalho, os extrativistas foram resgatados e receberam as verbas rescisórias e indenização por danos morais individuais
A pasta informou que a situação trabalhista na cadeia produtiva do açaí está sendo investigada e que este foi o primeiro caso de resgate de trabalhadores neste tipo de cultura pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel.

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