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MP de Roraima quer que prefeitura monitore moradores de rua em Boa Vista

Ministério Público do Estado ajuizou ação para que a Prefeitura de Boa Vista execute programa de monitoramento que verifique, a cada três meses, o real número de pessoas vivendo em situação de rua na capital roraimense

Repórter Nacional - Amazônia

No AR em 14/09/2018 - 09:34

A ação foi protocolada este mês e aguarda decisão judicial. De acordo com o procuradora-geral do município, Marcela Medeiros, a Prefeitura de Boa Vista ainda não foi notificada.

A procuradora afirma que recebe com espanto a notícia da ação do Ministério Público do Estado de Roraima. Segundo ela, atualmente, a população de rua é formada praticamente por venezuelanos. Ela afirma que, por mês, cerca de 500 imigrantes vão para as ruas da cidade.

"Temos nos desdobrado para atender todas as pessoas que procuram as nossas redes de saúde, de educação. E temos também realizado diagnóstico e monitoramento dessa situação, mas também alertado às pessoas a quem competem (o atendimento)", declarou a procuradora-geral.

 

Para a promotoria de Defesa da Cidadania, o intenso fluxo migratório já ocorre há aproximadamente três anos, portanto, a demanda social já se mostra previsível. A promotoria também argumenta que o orçamento de Boa Vista para 2019, por exemplo, não tem nenhum programa municipal específico voltado ao monitoramento da população em situação de rua.

A procuradora-geral confirma que não há previsão de aumento de recursos para essa finalidade.

De acordo com a Prefeitura de Boa Vista, pelo menos 25 mil venezuelanos vivem na capital, o que representa um percentual de 7,5% da população da cidade.

 

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