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Quase 500 presos vão perder os empregos no Distrito Federal

Somente detentos do regime semi-aberto terão direito ao trabalho na administração pública

Repórter Nacional - Brasília

No AR em 09/11/2018 - 11:06

Um total de 478 presos do regime aberto que sustentam suas famílias com o trabalho que realizam em órgãos do governo federal e do Distrito Federal devem perder os empregos até o final de dezembro. Isso vai ocorrer, porque uma portaria da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de abril deste ano mudou as regras para a concessão do benefício.

Agora, somente detentos do regime semi-aberto têm direito ao trabalho na administração pública. De acordo com a portaria, quando o apenado conquista o direito de ir para o regime aberto, ele deve ser contratado. Mas essa contratação, só pode ocorrer por concurso público.

A FUNAP - Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal, que indica os presos para trabalharem nos órgãos da administração pública, informou que cumprirá a decisão da Vara de Execuções Penais.

Conversamos com um detento do regime aberto, que não quer se identificar, e que trabalha em órgãos do governo do Distrito Federal há mais de dois anos. Ele será um dos presidiários que deverão perder o emprego de serviços gerais. 

"Você entrega o nada consta em alguma firma. Alguns até, quando você consegue, te contrata, mas quando veem a sua ficha te mandam embora, não te aceitam. O preconceito é grande. Se não tiver uma pessoa pra te indicar, pra te dar uma força, você não consegue nada não", afirma o detento.

 

Os 478 presos que serão desligados até o final do ano não terão direito ao FGTS, nem ao seguro-desemprego. Eles recebem salário, mas trabalham para a progressão da pena, a cada três dias trabalhados é descontado um dia na pena.

 

Ouça o Repórter Nacional – Brasília desta sexta-feira (09):

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