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Justiça suspende acordo de leniência do grupo J&F

No acordo, a J&F prometia devolver mais de 10 bilhões de reais do esquema de pagamento de propinas a agentes públicos

Repórter Nacional

No AR em 12/09/2017 - 00:10

O juiz federal Valisney Oliveira, da  décima Vara no Distrito Federal, suspendeu o acordo de leniência do grupo J&F. O acordo é uma espécie de delação premiada feita pelas empresas.

No acordo, a J&F prometia devolver mais de 10 bilhões de reais do esquema de pagamento de propinas a agentes públicos. Agora ele fica suspenso até a Procuradoria-Geral da República decidir se mantém ou não a validade do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo.

Joesley foi preso no domingo (10), junto com outro empresário do grupo J&F, Ricardo Saud. Nessa segunda-feira (11) eles foram transferidos para Brasília, onde estão presos na Superintendência da Polícia Federal.

De acordo com os advogados, os empresários entregaram, por engano, uma gravação em que admitem combinar a ocultação de informações no acordo de colaboração premiada firmado com a força-tarefa da operação Lava Jato. Em troca dessas delações, Joesley e Saud puderam permanecer em liberdade. Ainda no áudio, os empresários afirmaram ter recebido apoio do ex-procurador da República Marcello Miller.

A defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud, prometeu recorrer ao Supremo Tribunal Federal, para que eles tenham a liberdade de volta. Para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi desleal com os empresários, para agradar à opinião pública.

Joesley Batista chegou a Brasília com o cabelo raspado. Ele e Ricardo Saud estão em uma cela com 9 metros quadrados, com um beliche de cimento e sem latrina – existe apenas um buraco no chão. Os empresários não têm direito a banho de sol, nem a chuveiro elétrico. A água para o banho é gelada e sai de um cano na parede.

Joesley e Saud devem prestar depoimento até sexta-feira, quando termina o prazo da prisão temporária. Até lá, o procurador-geral Rodrigo Janot pode pedir a renovação da prisão por mais 5 dias ou mesmo a conversão em prisão preventiva. A decisão final caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

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