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Ex-presidente Michel Temer vira réu por corrupção passiva

O juiz federal Rodrigo Parente Bentemuller, da 15ª Vara no Distrito Federal, aceitou nessa quinta-feira (28) uma denúncia contra o ex-presidente Michel Temer, sobre a mala com cerca de R$500 mil, supostamente um pagamento realizado pelo grupo J&F

Repórter Nacional

No AR em 29/03/2019 - 08:43

Temer virou réu no mesmo processo que envolve o ex-assessor dele e ex-deputado federal, Rodrigo da Rocha Loures (MDB). A ação trata sobre uma mala, encontrada com o ex-assessor, com meio milhão de reais em propina, supostamente paga pelo frigorífico do grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, em abril de 2017.

De acordo com o Ministério Público Federal, Rocha Loures seria um intermediário, que levava a propina para o ex-presidente. As provas apresentadas são as gravações que Joesley Batista entregou para a Justiça, contendo conversas com Michel Temer, em uma reunião que não constava na agenda presidencial, na residência oficial da Vice-Presidência da República, o Palácio do Jaburu. Nas gravações, feitas um mês antes do flagrante da entrega da mala com dinheiro, Temer pediu que Joesley negociasse diretamente com Rocha Loures.

Ainda de acordo com o Ministério Público, esses R$500 mil seriam parte de um esquema de pagamento de propina, que pode chegar a R$38 milhões, pagos ao longo de nove meses.

O Código Penal prevê pena de 2 a 12 anos de prisão, mais multa, para quem comete o crime de corrupção passiva.

O advogado Eduardo Carnelós, que defende o ex-presidente Michel Temer, se manifestou por meio de nota. Informou que essa denúncia foi a primeira acusação formulada pelo ex-Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, depois do que a defesa chama de “sórdida operação com a qual se pretendeu depor o então presidente da República”. Ainda de acordo com o advogado, tudo que nasceu daquela operação é ilegal, imoral e sem fundamento.

Na quinta-feira (21) da semana passada, Michel Temer foi preso por suspeita de participação em um esquema de corrupção na construção da Usina Nuclear Angra 3, no estado do Rio de Janeiro. Na segunda à noite, ele deixou a cadeia, porque a prisão foi considerada desnecessária.

 

Ouça o Repórter Nacional (7h30) sexta-feira (29):


Outros destaques desta edição:

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Criado em 29/03/2019 - 09:03

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