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Herpes-zóster: entenda o que é e como tratar

Sociedade Brasileira de Geriatria lançou campanha com objetivo de

A  Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lançou no dia 4 de junho uma campanha de esclarecimento da população sobre a herpes-zóster. A infecção viral provoca vesículas na pele, lesões vermelhas, e com evolução, a criação de crostas escurecidas, muito similar ao que popularmente é chamado de "cobreiro". 

 

A diretora científica da entidade, Maisa Kairalla, em entrevistou ao Revista Brasil, informou que a melhor forma de identificar a doença é por uma consulta médica.

 

Confira também: Sociedade de geriatria lança campanha de prevenção ao herpes-zóster

 

“Em geral as pessoas procuram três médicos para fazer o diagnóstico, então há um retardo que prejudica o tratamento. O que a gente gostaria é que as pessoas pensassem realmente que pode ser herpes-zóster, para ela ser melhor identificada. A pessoa precisa ter lesão de pele e ela coça e dói. Às vezes, a gente pensa que é um inseto ou uma alergia, e na verdade, são sintomas. No início, ela coça bastante e a pessoa procura um médico por isso. O melhor é procurar um médico”, aconselhou.

 

A médica disse que a prevenção pode ser feita por uma vacina que ainda não está disponível na rede pública do Brasil. Além disso, o custo é elevado. Apesar de ser pouco conhecida da população, 95% das pessoas carregam o vírus varicela-zóster, o mesmo que, na infância, provoca a catapora. A incidência é maior entre a população idosa.

 

“Essa vacina é apenas privada, custa em média R$ 450 e ainda não está disponível no sistema público. É nova no Brasil, cerca de um ano e há quase dez anos aprovada nos Estados Unidos. É uma vacina com eficácia acima de 70% contra a doença do herpes-zóster e a nossa perspectiva é que no futuro seja adotada por toda a população”, contou.

 

Maisa Kairalla informou que o tratamento é feito a base de antivirais para tentar diminuir a replicação do vírus e a intensidade da doença.

 

“O pior do herpes-zóster é uma consequência que ele traz que é uma dor causada pela lesão do nervo onde ele se instalou. Isso pode durar anos e piora a qualidade de vida e reduz a funcionalidade do paciente muitas vezes fica deprimido porque não consegue nem se vestir se for um zóster ocular pode cegar”, explicou.

 

A doença tem maior incidência em idosos, e é por isso que a vacina é indicada para pessoas a partir dos 50 anos. Segundo a médica, pesquisas dos Estados Unidos, indicam que uma em cada três pessoas desenvolverá herpes-zóster durante a vida, atingindo 50% entre os indivíduos acima dos 85 anos de idade.

 

Clique no player e ouça a entrevista na íntegra

 

O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.

 

*Com informações da Agência Brasil/Portal EBC



Criado em 05/06/2015 - 14:19 e atualizado em 05/06/2015 - 15:22

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