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Verônica Hipólito: foi pensando na solução que cheguei nas Paralimpíadas

Verônica e Gustavo Araújo comentam vitórias, aprendizados, exemplos

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 continuam na programação do Stadium. Neste sábado (24), às 15h, o programa repercute o que foi destaque nas competições e coloca no ar a entrevista com os medalhistas do atletismo Verônica Hipólito e Gustavo Araújo.

 

Verônica levou a prata nos 100m T38 e o bronze nos 400m da mesma classe, já Gustavo subiu o no lugar mais alto do pódio com o revezamento 4x100m T11-T13 com Diogo Ualisson, Daniel Mendes e Felipe Gomes. Além do ouro, o grupo bateu novo recorde paralímpico do revezamento com o tempo de 42s37.

 

Com histórias próprias de superação - Verônica teve tumor cerebral e acidente vascular cerebral (AVC) e Gustavo teve perda de visão, os dois dizem não se prender aos problemas e sim às soluções. 

 

"Todos dizem: o que a Verônica passou é muito pior do que eu passei...Acho que não existe isso; a dor é sua. Eu tive a minha dor e eu não posso falar que ela é maior ou menor do que a de alguém. O que você tem fazer é não tratar essa dor com muita importância. Todo mundo tem um problema, mas não se apega nele, se apega na solução e foi pensando nela que consegui chegar nos jogos", revela.

 

Clique no player acima e ouça a entrevista feita pelo produtor Luiz Gustavo Ferreira. 

 

Para a atleta, o principal legado do movimento paralimpico e de dar o exemplo para torcida e novas gerações. "O movimento paralímpico aceita todo mundo. Não é só para quem tem deficiência, seja visual, mental e visual, ele é aberto pra todo mundo. A torcida, a gente corre por vocês; por nós, todos nós. Esse é o legado, de exemplo, é a única e que pode não pode ser destruído", ressaltou Verônica. 

 

Confira também: Brasil conquista ouro no revezamento para atletas com deficiência visual

Correndo com tumor no cérebro, Verônica Hipólito se despede da Rio 2016 com duas medalhas

 

Gustavo complementa que todo atleta novo é bem vindo. "Se a gente conseguiu alcançar uma, duas, três ou quatro crianças que estavam dentro de casa que achavam que não tinha volta, a gente está mostrando que tem. Eu, por exemplo, pensei que minha vida como atleta tinha acabado com a baixa visão e, não, vi no paralímpico a oportunidade para continuar fazendo o que eu amo", disse. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Verônica Hipólito, o produtor da Nacional, Luiz Gustavo Ferreira, e o atleta Gustavo Araújo



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