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Socióloga explica sobre o uso do termo "Cultura do Estupro"

O termo criado pelos movimentos feministas é usado há mais de três

O Tarde Nacional ouviu a mestre em Sociologia da Universidade de Brasília, Camila Galetti, sobre o assunto, para analisar a questão do estupro, que se tornou tão corriqueiro nas páginas policiais dos jornais e na web, mas que nesta semana chocou o país com o caso de uma adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro.

 

O noticiário nacional e as redes sociais desenterram o termo "cultura do estupro" usado há mais de três décadas para se referir ao caso. Por que? A socióloga começa explicando que o termo foi usado pela primeira vez, na década de 70, pelos movimentos feministas e significa a banalização do estupro e a partir daí a vítima é vista como objeto e é culpabilizada pelo estupro.

 

Segundo a socióloga, esse termo é muito usado por antropólogos e sociólogos, para analisar esta questão da construção social em cima do estupro e de como as mulheres são sempre reduzidas a objeto. Camila Galetti diz que não há como discutir o estupro sem citar a questão do direito à cidade, de como as mulheres ocupam os espaços públicos e por que elas não se sentem à vontade para denunciar.

 

Ouça a entrevista nesta rede das Rádios Nacional de Brasília, Nacional da Amazônia e Nacional do Rio de Janeiro, com as apresentadoras Fátima Santos, Juliana Maia e Luciana Vale. Clique no player acima.



Criado em 02/06/2016 - 02:35 e atualizado em 07/06/2016 - 17:43

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