Pela segunda vez consecutiva, a EBC ganha o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em 2025, o Sem Censura, da TV Brasil, foi escolhido como o melhor programa de televisão. Agora foi a vez do programa Tarde Nacional São Paulo, da Rádio Nacional.
Para comemorar o reconhecimento, o Alô Alô Brasil recebeu a diretora-presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino.
“Esse prêmio fala da capacidade da EBC de fazer o trabalho com amor. O compromisso, o amor, o envolvimento fizeram a diferença. Não foi um caminhão de dinheiro que foi investido. Foi o compromisso que foi premiado. Isso me deixa muito feliz. E também o fato do prêmio ter chegado no ano que a Rádio Nacional completa 90 anos. História pra caramba. O prêmio veio celebrar essa história e apontar para o futuro. A Rádio segue sendo renovada.”
Antonia Pellegrino explicou que a EBC é um conglomerado de emissoras públicas que faz comunicação pública.
“Comunicação Pública é voltada para o cidadão, tem um compromisso com a informação correta, a escuta aberta, da participação social. Tem alguns pilares que são diferentes da comunicação privada que tem como foco o lucro. O objetivo da comunicação pública é defender a democracia, fazer o fomento ao senso crítico. Isso nos permite fazer uma programação que dialoga com o público. A gente pode abordar questões, histórias e pontos de vistas que não são tão conhecidos no espaço da tv privada. O compromisso com a informação em um contexto de desinformação é importante. O jornalismo é fundamental. A gente quer reforçar a Agência Brasil. Reforçar a estrutura de trabalho dos empregados da empresa. Precisamos dar melhores instrumentos de trabalho para o pessoal. Nosso objetivo é a relevância. A gente não consegue a relevância sem audiência. Vamos continuar investindo no digital.”
Lula visita Donald Trump nos EUA
Alô Alô Brasil também entrevistou Manuel Furriela, professor de Relações Internacionais da FMU, sobre a viagem do presidente brasileiro aos Estados Unidos para uma conversa com Donald Trump.
Furriela explica que há interesse dos EUA em dialogar com o Brasil. Ele lembra do desgaste na relação dos dois países quando Trump fez críticas ao presidente Lula, aplicou sobretaxas adicionais no mercado internacional, criticou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, e fez sanções a ministros do STF. Agora os dois países querem mostrar boa interlocução.
“Isso mudou quando Trump verificou que a produção de alimentos do Brasil é essencial para abastecer o mercado americano. As sanções ao Brasil geraram inflação nos EUA, subida de preço do café e da laranja. O Brasil é necessário para abastecer o mercado americano e com isso melhorar a popularidade Trump. Por outro lado, o Brasil tem interesse em manter bom relacionamento com EUA porque precisa de investimentos e do mercado americano para a exploração das terras raras. Lula e Trump estão lidando com baixa popularidade. Então há interesse deles em não ter mais desgastes e mostrar boa interlocução.”
O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras. Só perde para China. Aos EUA interessa afastar o poder da China.
As terras raras são extraídas para uso em tecnologia. É um recurso mineral necessário para os EUA. A condição a ser negociada é que pode causar um embate, alerta o especialista.
“O Brasil não pode ser somente fornecedor desses minerais sem que a gente não tenha um desenvolvimento no processo de industrialização porque senão exporta com um valor agregado muito baixo. O Brasil tem que aproveitar a oportunidade. Trazer uma parte do processo de industrialização e de desenvolvimento tecnológico para o Brasil é que vai ser a grande sacada.”
O combate ao crime organizado também está na pauta do encontro presidencial. O ponto sensível é: Trump mostra que vai tomar medidas mais severas contra países que não combatem crimes organizados. Ao Brasil também interessa o apoio internacional no combate a esse tipo de crime que não pode ser confundido com terrorismo.