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Alô Alô Brasil debate impactos do aumento do combustível no país

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Alô Alô Brasil

No AR em 06/05/2026 - 08:00

O presidente da  Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, participou do programa Alô Alô Brasil. Ele explicou os impactos do aumento do combustível - provocado pela guerra do Irã - na aviação brasileira.

Recentemente a Latam anunciou que vai reduzir vôos no Brasil por causa do aumento do combustível.

“Estamos vivendo momentos atípicos no setor de aviação civil devido a guerra no Irã - a alta no petróleo, do querosene de aviação (QAV). Em maio, registramos 2.500 vôos a menos. Não só a Latam diminuiu vôos, todas as outras também diminuíram vôos.”

O presidente da Anac explicou que quando o combustível está mais caro provoca aumento do bilhete aéreo. O combustível representa quase 40% do preço da passagem. Às vezes o aumento é tão grande que as pessoas não vão poder comprar. Para segurar o preço em outras rotas, diminui-se as opções.

Chagas aproveitou para dizer que várias regras na prestação de serviço da aviação comercial estão passando por revisões como regras de acessibilidade, comunicação ao passageiro, protocolos de segurança e treinamento de comissários.  

“Iremos priorizar a fiscalização operacional. Quando há denúncias apuramos. A Anac está comprometida em sempre fiscalizar para oferecer uma aviação segura. Apesar do baixo recurso estamos comprometidos em sempre fiscalizar para oferecer uma aviação segura. O Brasil é reconhecido com uma das aviações mais seguras do mundo. É seguro voar no Brasil e a Anac assegura isso.”

Chagas garantiu que não há discussão para internacionalizar o aeroporto de Congonhas. “Isso é especulação”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou do programa Alô Alô Brasil. Ele comentou sobre o atual momento da economia brasileira.

“O papel do Ministério da Fazenda é manter essa estabilidade fina do país, fazendo harmonizar tanto os interesses políticos, um amplo diálogo, respeitando a democracia. Estamos num bom caminho. Estamos projetando superávit nesse ano e no próximo ano também”.

O ministro comentou a estratégia do governo brasileiro para gerenciar o petróleo no país em tempos de guerra e diminuir o impacto na vida dos brasileiros.

“Nos outros países do mundo o efeito é brutal. A Coreia do Sul está discutindo racionamento, limitar cota para abastecimento. A África do Sul teve um aumento de 150% no preço dos combustíveis.O Chile teve um aumento de 85%. Nós estamos tirando o tributo do diesel e também do biodiesel. E estamos apresentando, no Congresso Nacional, a possibilidade também de tirar o tributo da gasolina e do etanol, ainda que parcialmente. O Brasil não pode ser sócio da guerra. O Brasil construiu resiliência energética com o tempo, com o incentivo ao etanol nos anos 70 e 80, e depois com a exploração do pré-sal. Resultado é que o país se tornou exportador de petróleo.”

Criado em 06/05/2026 - 11:21

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