O programa Alô Alô Brasil entrevistou o médico hematologista e pesquisador Dimas Covas sobre riscos de uma possível pandemia de ebola.
O especialista ressaltou a importância da vigilância epidemiológica e disse que é preciso ficar alerta.
No caso do ebola, a transmissão ocorre por contato direto — diferentemente da gripe e da covid-19 —, o que tende a restringir o seu alcance. Trata-se de uma doença extremamente grave. A variante que circula atualmente na República Democrática do Congo não possui vacina disponível, o que levou a OMS a decretar estado de emergência de saúde pública de importância internacional. Esse alerta serve para que os sistemas de saúde fiquem atentos, principalmente a viajantes vindos daquela região que manifestem sintomas, evitando a disseminação do vírus.
Outro ponto de atenção é o hantavírus. “Já conhecemos a dinâmica dessa doença no Brasil, onde há registro de casos e diretrizes claras de prevenção e tratamento, especialmente em zonas rurais com presença de roedores. Por ser um cenário conhecido, não há motivo para pânico, pois já estamos habituados ao manejo epidemiológico da infecção.”
O Brasil atravessa o outono, período de sazonalidade de doenças respiratórias, impulsionadas principalmente pelo vírus da gripe. Essa situação é sempre perigosa e oferece riscos elevados aos mais vulneráveis, como os idosos. Por isso tomar vacina é muito importante.
No cenário tecnológico, a inteligência artificial (IA) surge como uma força transformadora para a humanidade. Ela funciona como um instrumento poderoso de suporte à pesquisa científica, permitindo mapear respostas imunológicas, planejar vacinas mais eficazes e desenvolver tratamentos personalizados, inclusive para o câncer. “Deve ser utilizada com ética e parcimônia.”