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No Momento Literário, Katy Navarro fala da vida e da obra de Júlio Emílio Braz

Sua obra trata principalmente de problemas sociais

Antena MEC

No AR em 07/07/2020 - 18:00

Um mineiro que foi ainda menino para o Rio de Janeiro e fez histórias para outros meninos e meninas, adolescentes ou jovens, Júlio Emílio Braz é um nome importante da literatura infantojuvenil brasileira contemporânea. São mais de 160 títulos lançados, além dos livros escritos em parcerias com outros autores e as ilustrações que assina em muitos deles.

 

Nascido em 16 de abril de 1959, na pequena cidade de Manhumirim, aos pés da Serra de Caparaó, em Minas Gerais, aos cinco anos se mudou para as terras cariocas. Aprendeu  a ler sozinho aos seis anos de idade, através das revistas de terror que ele tinha acesso. Sua paixão sempre foi história, mas acabou se formando em contabilidade. A carreira de escritor aconteceu por acaso, quando perdeu o emprego e um amigo o aconselhou a procurar uma editora e mostrar o que já havia escrito.

 

Começou publicando histórias em quadrinhos não só no Brasil, mas em países como Portugal, Bélgica, França, Cuba e Estados Unidos. Mais tarde, escreveu narrativas de faroeste, sob diferentes pseudônimos. Foi crescendo na literatura com mais publicações como contos e histórias de suspense, ação e aventura.

 

Sua obra trata principalmente de problemas sociais de uma maneira simples e de fácil compreensão para crianças e adolescentes. Ele escreve sobre o preconceito, a violência, a miséria das ruas e faz isso com a transparência e ingenuidade que refletem a naturalidade da criança e as descobertas do mundo pelo jovem.

 

Em 1988 recebeu o Prêmio Jabuti de autor revelação por seu livro “Saguairu”. Em 1997, ganhou o Austrian Children Book Award, pela versão alemã do livro “Crianças na escuridão”.

 

Um de seus livros de mais sucesso é “Esperando os cabeças amarelas”, mas outras obras se destacam como “Felicidade não tem cor”, “A coragem de mudar”, “Na cor da pele” e “Longas cartas para ninguém”.

 

Júlio Emílio Braz dá palestras em escolas e costuma dizer que os jovens do Brasil têm o direito de saber como ele realmente é, até para mudá-lo no que ele tem de ruim e aprimorá-lo no que ele certamente tem de bom. O autor é um exemplo de força, coragem, criatividade e luta por um Brasil melhor.

Criado em 07/07/2020 - 10:12

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