O que começou apenas como uma brincadeira de criança, cantando no coral da igreja, tornou-se uma vida de dedicação ao canto lírico e à música erudita. Na semana da Consciência Negra, a soprano Aida Kellen revela em entrevista ao Antena MEC mais sobre os desafios da sua trajetória e a luta contra o apagamento cultural.
"Tem um fenomeno que acontece que não é só na música, em outra áreas", afirma, "é que as pessoas gostam dos nossos traços negroides culturais, como o suingue, mas insitem em fazer um apagamento". A cantora revela que existe a tendência a exigir dos artistas negros que suavizem a características que os fazem únicos.
Aida é formada em canto erudito pela escola de música de brasília sob a orientação de Dejanira Rossi. Ela já interpretou papéis como Alcina, de Händel, Dona Anna, de Fiorgiligi, Vitélia, de Mozart, Aida, de Verdi, entre outros grandes papeis.
Em mais de 20 anos de trajetória, foi dirigida por Henrique Passini, Hugo Rodas, Francisco Frias, Janette Dornelas, o espanhol Carlos Laredo e James Fensterseifer.
Cantou sob a batuta de maestros como Claude Villarè, suíça, Roberto Duarte, Emilio de César, Cláudio Cohen, Artur Soares, e muitos outros.
Ouça no player acima.