Rita Lee tinha uma relação bem divertida com questões como a vida fora da Terra. Ela dizia que era realmente uma mutante, uma extraterrestre vinda do planeta Alegria. E sempre usava essa metáfora pra representar seu desajuste nesse mundo careta. Baseado nesse lado provocativo da artista, nasceu “República Lee – Um Musical ao Som de Rita”, em cartaz no Rio.
O espetáculo une teatro e cinema. No repertório, canções clássicas do repertório de Rita Lee, como “Agora só falta você”, “Nem luxo, nem lixo”, “Alô, alô, Marciano”, “Desculpe o auê” e “Mutante”. O musical irreverente acompanha a história de cinco jovens, moradores de uma república na cidade de São Paulo, entre os anos de 1968 e 1969. O grupo está engajado em produzir, dentro do apartamento onde mora, um curta-metragem de ficção científica, com baixo orçamento.
A peça foi indicada, em 2024, ao Prêmio Prio do Humor, criado por Fábio Porchat, nas categorias Texto (de Tauã Delmiro) e Especial, pela inovação da obra, que mistura cinema, teatro e música. E, também, ao Prêmio Destaque Imprensa Digital, nas categorias Destaque Musical Brasileiro (In Cena Produções), Destaque Dramaturgia Original (Tauã Delmiro) e Destaque Atriz Coadjuvante (Ingrid Klug).
O elenco traz Cella Bártholo, Caio Nery, Ingrid Klug, Hugo Kerth, Patrick Salerno, Luiza Cesar e Tauã Delmiro, que também escreveu e dirige a peça.
Não se trata de uma biografia da cantora, mas de uma história inspirada na personalidade dela e, claro, recheada das suas canções, como conta a atriz e idealizadora da peça Cella Bártholo, convidada especial do Arte Clube.
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“República Lee – Um Musical ao Som de Rita” está em temporada de 05 de agosto a 10 de setembro, no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. Sessões às terças e quartas-feiras, às 20h. Ingressos a partir de R$60, à venda na bilheteria do teatro e no aplicativo e site Sympla.