Um dos dos primeiros filmes de ficção científica do cinema francês nasceu em Paris, 100 anos atrás e ganha exibição especial na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, nesta sexta-feira (19). Em 1925, o jovem cineasta René Clair lançou "Paris qui dort", conhecido no Brasil como "Paris Adormecida". Considerado uma obra-prima do cinema mudo, o filme revelou o estilo criativo e imaginativo do diretor, que se tornaria um dos grandes nomes da sétima arte.
A trama começa com um guarda noturno da Torre Eiffél que, ao amanhecer, descobre uma cena intrigante: toda a cidade está imóvel, como se o tempo tivesse parado. Pessoas congeladas no meio da rua, carros parados no trânsito, e apenas alguns poucos sortudos escaparam desse mistério. A explicação: um cientista inventou um raio capaz de paralisar a cidade inteira. A partir daí, o pequeno grupo de personagens passa a explorar uma Paris silenciosa e vazia — cenário que mistura humor, fantasia e experimentação visual.
Restaurado recentemente, o longa impressiona até hoje pelas imagens ousadas da época: a Torre Eiffel vista de ângulos inusitados e uma Paris suspensa no tempo.
Em comemoração aos 100 anos do clássico, a Cinemateca Brasileira e a Cine 16 apresentam uma exibição histórica, no dia dia 19/09, 20h, grátis, com a presença do crítico e professor de cinema Donny Correia.
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