Poeta, editor e pensador da linguagem, José Enrique Barreiro vem traçando um percurso singular na cena literária ao aproximar poesia e teatro. Em seu trabalho mais recente, o monólogo "O rio tem sede de sal", o autor explora o formato da chamada stand-up poetry — vertente que alia performance e palavra falada.
Inspirado em uma metáfora central — a de que todo rio nasce sabendo que seu destino é o mar — o espetáculo propõe reflexões sobre o sentido da jornada humana. A partir dessa imagem, Barreiro constrói um percurso que dialoga com autores como Dante Alighieri, Cecília Meireles, Federico García Lorca e Carlos Drummond de Andrade.
Natural de Salvador, Barreiro iniciou sua trajetória aos 16 anos como repórter do Jornal da Bahia. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, atuou como jornalista, crítico de arte, roteirista e diretor de televisão. Desde 1997, vive no Rio de Janeiro, onde fundou a Versal Editores e lançou os livros como "A lã das velhas ovelhas já não serve para a neve de amanhã" (2021), "Borda infinita" (2022) e "A dor que deveras sente" (2025).
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