O Caderno de Música desta semana conta um pouco da história e das principais características de “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, um dos balés mais belos e reverenciados de todos os tempos, que está em cartaz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
"O Lago dos Cisnes" estreou em 1877, no Teatro Bolshoi, em Moscou. Mas foi a versão de 1895, recriada por Marius Petipa e Lev Ivanov no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, que conquistou o público e se tornou um marco definitivo do repertório clássico.
Este foi o primeiro balé composto por Tchaikovsky, e mudou para sempre o papel da música nesse gênero. Antes dele, a música de balé era considerada apenas um apoio para a dança. Com Tchaikovsky, passou a ter um peso dramático, emocional e narrativo equivalente. Em O Lago dos Cisnes, a música não apenas acompanha a dança: ela participa da construção da história, expressando emoções, tensões e atmosferas.
A nova montagem em cartaz no Theatro Municipal fica em temporada até o dia 25 de maio. O espetáculo é apresentado pelo Ballet e pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. A concepção e adaptação são assinadas por Hélio Bejani e Jorge Texeira, a partir da versão clássica de Petipa e Ivanov, com direção geral de Bejani. O elenco conta com três bailarinos convidados: Mayara Magri, primeira bailarina do Royal Ballet de Londres; Victor Caixeta, ex-primeiro bailarino do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, que deixou a companhia após o início da guerra na Ucrânia e hoje se apresenta em várias companhias europeias; e Paulo Vitor Rodrigues, que já dançou no Joffrey Ballet de Chicago e foi eleito melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville em 2019. Hoje, atua como freelancer no Brasil.
O programa também contou com a participação do diretor geral da montagem, Hélio Bejani, que falou sobre essa nova produção de O Lago dos Cisnes.