O Caderno de Música deste domingo (16) celebra os 130 anos de nascimento de Paul Hindemith, um dos compositores alemães mais importantes da primeira metade do século XX.
Nascido em 16 de novembro de 1895, na cidade de Hanau, perto de Frankfurt, Hindemith foi compositor, violista, violinista, maestro e professor. Seu nome está associado à renovação da música tonal e à busca por uma arte funcional e socialmente engajada. Filho do pintor e decorador Robert Hindemith e de Marie Warnecke, ele começou a aprender violino ainda na infância, por incentivo de seu pai. Ele estudou no Conservatório Hoch, em Frankfurt, onde teve aulas de composição com Arnold Mendelssohn e Bernhard Sekles, e de violino com Adolf Rebner. Para se sustentar, chegou a tocar em cafés, bandas de dança e teatros, experiências que contribuíram para sua habilidade e praticidade musical. Já aos 20 anos, tornou-se spalla da Orquestra da Ópera de Frankfurt.
Em pouco tempo, o nome de Paul Hindemith logo se destacou no cenário da vanguarda alemã, e ele foi apontado como um dos principais representantes da Neue Sachlichkeit (a “Nova Objetividade”) movimento que buscava uma linguagem musical mais direta e racional. Nos últimos anos, Paul Hindemith dividiu-se entre a docência e a regência, vivendo em Zurique e Frankfurt. Seu estilo manteve-se fiel à clareza formal, ao contraponto e à solidez tonal, ainda que dentro de uma linguagem moderna. Autor do tratado “The Craft of Musical Composition”, ele desenvolveu um sistema harmônico pessoal, que amplia as possibilidades da tonalidade tradicional. Em vez de adotar o dodecafonismo de Schoenberg, Hindemith propôs uma nova hierarquia entre os intervalos e o uso livre dos doze sons da escala cromática, mas sempre em torno de um centro tonal. O compositor faleceu em 1963, aos 68 anos, deixando uma vasta produção que inclui óperas, sinfonias, obras de câmara e peças pedagógicas.
Confira mais no Caderno de Música, que vai ao ar neste domingo, às 12:30, na Rádio MEC. O programa teve a apresentação de Sidney Ferreira, com texto e produção de Carina Amorim.