O Caderno de Música deste domingo (19) destaca a trajetória de Antal Doráti, maestro e compositor húngaro, em celebração aos 120 anos de seu nascimento.
Nascido em Budapeste, em 9 de abril de 1906, Antal Doráti teve contato com a música desde cedo, principalmente por influência de seu pai, que era violinista da Orquestra Filarmônica de Budapeste. Doráti estudou na Academia Franz Liszt com nomes como Zoltán Kodály, Leó Weiner e Béla Bartók; e estreou como maestro ainda muito jovem na Ópera Real de Budapeste. Sua carreira internacional ganhou força a partir dos anos 1930, com atuações nos Ballets Russes e no American Ballet Theatre. Naturalizado norte-americano em 1947, Doráti ocupou postos de destaque em importantes orquestras, como as sinfônicas de Dallas, Minneapolis, BBC, Estocolmo, Washington e Detroit.
Antal Doráti teve papel decisivo na difusão do repertório sinfônico e na recuperação institucional de orquestras, como a Nacional de Washington. Sua impressionante discografia é composta por cerca de 600 gravações e diversos prêmios internacionais, incluindo dezenas de Grand Prix du Disque. Entre seus projetos mais marcantes está a gravação integral das 107 sinfonias de Joseph Haydn, além de registros célebres de Tchaikovsky, como os balés completos e a “Abertura 1812”, com efeitos reais.
Além de maestro consagrado, Antal Doráti manteve ao longo da vida uma produção significativa como compositor. Sua escrita revela sólida formação acadêmica e diálogo com a tradição centro-europeia do século 20, com destaque para suas obras de caráter sinfônico. Dorati também atuou como professor, atuando em masterclasses e atividades pedagógicas; e também como arranjador, criando partituras para balés a partir de músicas de compositores como Strauss, Offenbach e Mussorgsky. O músico faleceu em 1988, aos 82 anos, na Suíça, mas o seu legado permanece vivo, tanto na vasta discografia, quanto na contribuição como compositor e professor.
O Caderno de Música vai ao ar neste domingo, às 12h30, na Rádio MEC.