Neste Conversa com o Autor, a jornalista Katy Navarro fala com Maria Inez do Espírito Santo, um nome que é referência em educação e literatura.
Ela é educadora, terapeuta cultural e escritora. Foi fundadora e diretora da Escola Viva (Petrópolis-RJ, 1974-1989), instituição de ensino que ia da creche à formação de professores. Pioneira no trabalho que se conhece, atualmente, como de inclusão, ela criou também o Centro Cultural Viva, que funcionou em Petrópolis-RJ, com sede atualmente em Nova Friburgo-RJ.
Acompanhe o bate-papo no player abaixo:
Como contadora de histórias, tem levado as histórias do acervo oral dos povos originários a todas as regiões brasileiras, além do exterior. É autora consagrada na área de livros infantojuvenis e escreve também para adultos. O livro “Vasos sagrados – mitos indígenas brasileiros e o encontro com o feminino” é um sucesso de publicação da editora Rocco.
A obra mais recente é “Moça retrato da lua”, da editora Rebuliço, é um livro juvenil que resgata o mito indígena e que convida a refletir sobre as diferentes expressões de gênero.
Na verdade, é um reconto de narrativa dos Uanana, do Amazonas. “Moça-retrato-da-lua” oferece uma visão metafórica de encontros e desencontros. Existe um mito indígena que narra que em uma aldeia, havia uma moça tão linda, tão linda que era comparada ao esplendor da lua cheia.
Além da beleza, tinha outros atributos encantadores. Era alegre, divertida, amável. Os rapazes da aldeia, arrebatados, ansiavam pelo momento em que ela escolheria seu parceiro. Mas essa moça era diferente das outras. Não falava de namoro ou de casamento. E, apesar de muito expansiva, mantinha em si certa aura de enigma.
Que tipos de mistério ela esconde? Ainda hoje, muito tempo depois de começar a circular, atravessando gerações, a história da menina que é um retrato da lua perturba e encanta. Maria Inez do Espírito Santo revela no Conversa com o Autor que encantos tem essa menina e demonstra que o mistério da narrativa é necessário para que o leitor crie suas próprias respostas.