Ginecologistas querem ampliação de métodos contraceptivos para adolescentes na rede pública. O projeto foi apresentado ao Ministério da Saúde pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Para explicar o projeto, o Cotidiano convidou a presidente da Comissão de Anticoncepção da Febrasgo, Marta Franco Finotti.
Ela explica que a solicitação foi feita porque o número de gestações nas adolescentes é muito alto. Marta Franco Finotti diz que são em torno de 235 mil gestações não-planejadas a cada ano no Brasil e 20% dos partos ocorrem em meninas com idade entre 10 e 19 anos.
Ela esclarece que está sendo pleiteado no Ministério da Saúde a implantação do método contraceptivo que se chama de "reversivo de longa duração" para adolescentes entre 15 e 19 anos de idade, isso porque, segundo a presidente, as adolescentes muitas vezes não tem a disciplina necessária para tomar o anticoncepcional.
Com isso, a proposta da federação seria a inclusão no SUS do implante reversível de longa duração (o Implanon), que tem duração de 3 anos; e do DIU medicado de progesterona (o Mirena), que tem duração de 5 anos. Marta Franco Finotti diz que esses tipos de contraceptivos são seguro e reversíveis.
Saiba mais sobre o asunto nesta entrevista ao Cotidiano, com Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.
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