Festival Mês da Fotografia recebe a exposição “Sons da Terra: Começo, Meio e Começo”, do fotodocumentarista Ògan Assogbá Luiz Alves. A exposição em cartaz no Museu Nacional da República até o dia 7 de setembro trazendo a ancestralidade do terreiro pelas lentes de Ògan Assobá Luiz Alves, sob curadoria de Luazi Luango.
Ògan Assogbá Luiz Alves, tem 66 anos, com 34 anos de iniciado no candomblé, de Resende-RJ, carrega em seu Santo e em sua dijina (nome tradicional) a ligação com o Ayê (a terra), com o chão do terreiro e tudo o que nele vive com missão de elevar aquilo que vive o ancestral africano. Possui mais de 40 anos de carreira na fotografia, com foco na fotografia social. Iniciou a carreira no Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), em 1984, passou pelo Congresso Nacional, foi repórter-fotográfico da CPI do Sistema Carcerário.
Seu trabalho, exemplificado pela série "mo dudú" (sabedoria negra em iorubá), revela o cotidiano, os rituais e as celebrações dos terreiros de candomblé em Brasília, com a convicção de que a fotografia pode ser uma arma contra a intolerância racial, oferecendo um portal de conhecimento sobre as religiões de matriz africana e brasileira, muitas vezes incompreendidas e criticadas.
Serviço:
Festival Mês da Fotografia apresenta “Sons da Terra: Começo, Meio e Começo”
Data: de 05 de agosto a 07 de setembro
Local: Galeria 2 - Térreo do Museu da República
Horário de visitação: Terça a Domingo, das 9h às 17h
Entrada Franca.
Realização: Lente Cultural
Artista: Ògan Assogbá Luiz Alves
Curadoria: Luazi Luango
Apoio: Festival Tardezinha do Samba