Neste Julho das Pretas, Mosaico celebra o rap feminino que vem de Rôndonia, na voz de sua precursora: Sandra Braids. A cantora e compositora de Porto Velho criou o primeiro grupo de rap feminino da Região Norte, e há mais de duas décadas segue rimando e usando a palavra como ferramenta de luta e transformação: "quando uma mulher sobe no palco, ela nunca sobe só. Onde houver uma mulher rimando, haverá uma revolução em curso", afirma.
Em entrevista à jornalista Ana Pimenta, da Rádio Nacional da Amazônia, Sandra rejeita os rótulos regionais e acredita que o rap é a grande voz das periferias: "o rap não julga, ele escuta. O rap cresce porque é verdade e resistência. O que é produzido aqui tem a mesma força, tem o mesmo valor do que é feito no Sudeste. A diferença é que aqui a gente faz com menos recursos, mas com muita verdade."