Nesta terça-feira (25), Brasília recebe na Esplanada dos Ministérios a 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver. A primeira edição do evento ocorreu há dez anos, em 2015.
Organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, a mobilização nacional busca colocar em pauta os direitos básicos desse segmento da população — como moradia, emprego, segurança —, mas também por uma vida digna, livre de violência e por ações de reparação.
A jornada faz parte da programação da Semana por Reparação e Bem-Viver, de 20 a 26 de novembro, na capital federal, marcada por debates, atividades e apresentações culturais para exaltar o protagonismo das mulheres negras em todo o país.
A partir das 16h, o público poderá conferir os shows de artistas que representam a diversidade da produção cultural negra no Brasil. As cantoras são engajadas com as pautas da temática da negritude, do antirracismo e do feminismo. São elas: Larissa Luz, Luanna Hansen, Ebony, Prethaís, Célia Sampaio e Núbia.
Nesta edição do Mosaico, você confere uma entrevista ao vivo com a cantora maranhense Célia Sampaio, conhecida como a Dama do Reggae nacional. Ela foi a primeira mulher a gravar um disco desse estilo no país, e começou a carreira quando não havia ainda referências femininas brasileiras no gênero.
Célia relembra momentos marcantes de sua trajetória, e explica porque o reggae é uma arma tão poderosa contra o racismo e o machismo.