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Rô Colares celebra o poder da dança na educação e na inclusão

Mulher indígena e do espectro autista, ela explica como seu corpo-território ajuda a amplificar as vozes do povo Arapium

Mosaico

No AR em 10/11/2025 - 16:53

A artista e pesquisadora paraense Rô Colares encontrou na dança um poderoso meio de expressão. Ainda criança, tinha dificuldade em se comunicar verbalmente, e anos mais tarde, descobriu-se mulher do espectro autista. Segundo ela, esse entendimento sobre si mesma foi fundamental para desenvolver seu trabalho artístico, que dialoga também com sua identidade indígena. "Quando digo que sou Arapium, eu faço meu povo viver", afirma.

Rô Colares esteve em Brasília no último mês de outubro para participar do Festival Marco Zero, que há oito anos promove oficinas e espetáculos de dança em diversas regiões do Distrito Federal.

A artista apresentou a performance "Corpágua" e ministrou a oficina " Caminhos pra se dançar junto: estratégias de escavação de um corpo coletivo” para estudantes da Ceilândia, Gama, Santa Maria e do Centro de Dança de Brasília.

Rô Colares é pesquisadora de dança na e da Amazônia, licenciada em dança, mestra e doutora em artes pela UFPA. Fundadora do "Coletive "Umdenós", integrante do "Tekó Coletivo de Artivismo Indígena", professora de Artes na SEMEC Belém e diretora colegiada do

Fórum Nacional de Dança.

Nesta edição do Mosaico, ela explica o conceito de corpo-território, e destaca o poder transformador da dança na sociedade.

*a entrevista foi ao ar na edição do dia 29 de outubro de 2025.

Criado em 10/11/2025 - 18:13

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