A partir desta quinta-feira (7), até o próximo domingo, a cantora Leila Pinheiro apresenta na Caixa Cultural Brasília o espetáculo "Viva Meu Samba", uma homenagem aos grandes representantes do gênero. É também a celebração dos 45 anos de carreira de Leila, que após 13 anos da turnê "Eu Canto Samba", desta vez traz ao palco canções de Dona Ivone Lara, João Bosco e Aldir Blanc, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Jorge Aragão, João Nogueira e Xande de Pilares.
Em entrevista ao programa Mosaico, a cantora contou à jornalista Ana Pimenta como surgiu sua paixão pelo samba, e relembrou também a parceria de sucesso com Roberto Menescal e os tributos dedicados à bossa nova.
A direção musical de "Viva Meu Samba" é da própria Leila Pinheiro, com direção e roteiro de Marcus Fernando, pesquisador de música, cineasta e produtor cultural, parceiro da artista na turnê “Eu Canto Samba". O espetáculo já passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A artista divide o palco com os músicos Hudson Sete Cordas (violão de 7 cordas), Diego Zangado (bateria), Leandro Pereira (cavaquinho), Júlio Florindo (contrabaixo) e Luiz Augusto (percussão), além de momentos solo ao piano.
Natural de Belém (PA), Leila Pinheiro iniciou os estudos de piano aos 10 anos. Em 1980, aos 20 anos, deixou a faculdade de Medicina para estrear como cantora. No ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde gravou seu primeiro LP de forma independente. Ganhou projeção nacional ao vencer o prêmio de cantora revelação no Festival dos Festivais (1985), com o samba “Verde", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Neto.
Ao longo da carreira, colaborou com nomes como Tom Jobim, Chico Buarque, Ivan Lins, Francis Hime, João Donato, Guinga, Aldir Blanc, Toninho Horta, Roberto Menescal e o guitarrista norte-americano Pat Metheny. Sua discografia reúne 24 álbuns e três DVDs, incluindo “Benção, Bossa Nova" (1989), disco de ouro no Brasil e no Japão, e “Coisas do Brasil" (1993), produzido por César Camargo Mariano.
Mais informações sobre a turnê no site da Caixa Cultural.