Nos últimos tempos, pais, educadores e profissionais da saúde mental têm expressado crescente preocupação com o chamado fenômeno do "brain rot", expressão que tem ganhado força nas redes para descrever uma espécie de “saturação mental” causada por conteúdos digitais altamente repetitivos, bizarros e muitas vezes violentos, consumidos principalmente por jovens e crianças. Personagens distorcidos, áudios frenéticos, humor nonsense e estímulos visuais intensos — tudo isso tem se tornado comum em vídeos curtos, como os do TikTok e do YouTube.

Para entender melhor os efeitos desse tipo de conteúdo no desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças e adolescentes, especialmente em uma fase tão sensível da formação psíquica, o Nacional Jovem convidou a psicóloga Vanessa Lacombe, que atua há mais de 20 anos na área e é especialista em Ludoterapia, abordagem terapêutica que utiliza o brincar como ferramenta de escuta e intervenção com o público infantil.
