Vivemos em uma época em que a infância parece cada vez mais curta. Crianças que ainda deveriam estar imersas no universo do brincar e da imaginação são expostas, desde cedo, a padrões e conteúdos que pertencem ao mundo adulto — seja por meio de vídeos, redes sociais, propagandas, filmes ou jogos.
Esse fenômeno, conhecido como adultização precoce, preocupa pais, educadores e especialistas, já que pode comprometer o desenvolvimento emocional, a construção da identidade e até a saúde mental ao longo da vida.
Para entender melhor os impactos dessa realidade e refletir sobre como proteger o tempo e o espaço da infância, conversamos com Nay Macêdo, psicóloga e especialista em proteção infantojuvenil na era digital, que traz uma análise profunda e acessível sobre os desafios de crescer em um mundo hiperconectado.