Em entrevista ao Nacional Jovem desta quarta-feira (24), a docente de Libras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Dinéia Ghizzo Neto Fellini, destaca que a Língua Brasileira de Sinais é completa, com gramática e estrutura próprias. Ela ressalta que a Libras assegura à comunidade surda o acesso ao conhecimento, à cultura e à vida social. Assim como a língua oral para ouvintes, a língua de sinais é um pilar da identidade e da subjetividade das pessoas surdas.
A professora explica a diferença entre a educação inclusiva e a educação bilíngue. De acordo com ela, no modelo inclusivo, as aulas são ministradas em português com a mediação de intérpretes. Já na escola bilíngue, todos os professores dominam a Libras e transmitem os conteúdos diretamente em língua de sinais. Dinéia Ghizzo Neto Fellini conta que esse formato é considerado mais eficaz porque garante que a informação chegue de forma completa, sem a mediação de um terceiro; e possibilita, ainda, o uso de metodologias adaptadas às necessidades dos estudantes surdos.
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O programa Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins, tem produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan "Pipi" Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta, das 13h30 às 15h (horário de Brasília), pela Rádio Nacional da Amazônia.