A sexóloga Michele Sampaio, especialista em sexualidade humana, trouxe ao Nacional Jovem um dado instigante: os jovens estão transando menos do que gerações anteriores. Redes sociais, séries, jogos e outras formas de lazer ocupam grande parte do tempo e oferecem um prazer que muitas vezes substitui o encontro presencial. A virtualização das relações também faz com que muitos sintam menos vontade de se envolver sexualmente, vivendo até experiências íntimas apenas no ambiente online.
Outro ponto importante da conversa foi a saúde mental. A pressão por performance sexual e a influência da pornografia, que cria expectativas irreais de corpo e prazer, geram ansiedade, insegurança e até afastam os jovens da prática. Em alguns casos, essa cobrança é tão grande que leva até ao uso de medicamentos para garantir desempenho, o que pode aumentar ainda mais a ansiedade.
Para a especialista, o caminho é o diálogo. Michele reforça que não existe uma frequência “certa” para o sexo e que a felicidade e a satisfação sexual são multifacetadas. Mais importante que a quantidade é que cada jovem viva sua sexualidade de forma saudável — com respeito, comunicação e consentimento, desconstruindo tabus e prezando pela saúde mental.
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O Nacional Jovem é apresentado por Ediléia Martins, tem produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan "Pipi" Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta, de 13h30 às 15h (horário de Brasília), pela Rádio Nacional da Amazônia.