O mês de dezembro costuma ser associado a festas, férias e celebrações, mas para muitos jovens o período também é marcado por pressão, ansiedade e exaustão emocional. Provas finais, vestibulares, expectativas familiares e a sensação de “fechar o ano dando conta de tudo” acabam se somando às demandas sociais típicas das festas de fim de ano, criando um cenário de sobrecarga física, emocional e mental.
Levantamentos da International Stress Management Association – Brasil (ISMA-BR) indicam que o nível de estresse da população pode aumentar cerca de 75% em dezembro, com relatos frequentes de irritabilidade, ansiedade elevada, tensão corporal e dificuldades de sono. Entre os jovens, esses sintomas tendem a se intensificar justamente no momento de encerramento do ciclo escolar e definição de metas para o futuro.
Em entrevista ao Nacional Jovem, a terapeuta integrativa, mentora em vida saudável e nutricionista Jhenevieve Cruvinel explicou que o fim do ano gera uma espécie de ansiedade coletiva, impulsionada por cobranças internas e externas, comparações e expectativas irreais sobre desempenho, conquistas e felicidade. Segundo ela, o período também pode ser especialmente difícil para quem enfrenta conflitos familiares, solidão ou processos de luto.
Durante a conversa, Jhenevieve destacou a importância de repensar excessos e priorizar o autocuidado, principalmente entre estudantes. Planejamento consciente, manutenção do sono, alimentação equilibrada, pausas ao longo do dia e práticas simples de respiração e meditação foram algumas das estratégias apontadas para ajudar na regulação emocional e na redução do estresse.

A terapeuta reforçou ainda que dezembro não precisa ser sinônimo de obrigação de felicidade. Permitir-se sentir frustrações, cansaço e emoções difíceis faz parte de um processo saudável de amadurecimento emocional. Para ela, buscar apoio terapêutico e estabelecer limites claros pode transformar o fim do ano em um período mais acolhedor, com mais presença, sentido e conexão.
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O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. Vai ao ar de segunda a sexta, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.