A neuroarquitetura vem ganhando destaque no Brasil ao mostrar, na prática, que o ambiente onde vivemos influencia diretamente nosso bem-estar, foco e até nosso nível de estresse. A área conecta arquitetura, psicologia e neurociência para criar espaços mais humanos e acolhedores.
Esse movimento já começa a aparecer em locais públicos de grande circulação. Rodoviárias, aeroportos e repartições vêm inaugurando salas sensoriais e ambientes preparados especialmente para pessoas neurodivergentes como autistas, indivíduos com TDAH, dislexia e outras condições. O INSS mesmo, já investiu em salas inclusivas, como você pode conferir em materia da Agência Brasil. A proposta é garantir um espaço de calma, reduzir estímulos excessivos e oferecer mais segurança emocional em locais que costumam ser barulhentos, movimentados e visualmente intensos.
Para entender a importância desses espaços, conversamos com a arquiteta e urbanista Michelle Nogueira, especialista em neuroarquitetura e certificada na Alemanha em ambientes de trabalho. Ela explica como esses ambientes devem ser planejados, quais elementos ajudam na regulação sensorial e por que essa adaptação precisa se expandir para outros contextos, como escolas, empresas e até nossas casas.
A neuroarquitetura mostra que pensar no espaço é também pensar nas pessoas. E quando os ambientes são inclusivos, todos ganham: famílias, profissionais, estudantes e a sociedade como um todo. Michelle afirma que mais do que uma tendência a neuroarquitetura é um caminho de volta a essencia humana.

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O Nacional Jovem dessa terça-feira foi apresentado por Nathália Mendes, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. Vai ao ar de segunda a sexta, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.