O uso crescente de dispositivos digitais entre crianças e jovens tem chamado atenção de pais, educadores e profissionais de saúde. Em meio a essa realidade, resgatar brincadeiras e jogos dos tempos antigos pode ser uma alternativa simples e rica em benefícios para o desenvolvimento infantil, para o convívio familiar e especialmente para a saúde mental.
Em entrevista concedida à apresentadora Ediléia Martins, o psicólogo, enfermeiro, mestre em ciência do comportamento e especialista em saúde mental Beto Cruz falou sobre os impactos do uso excessivo de telas e destacou a importância de resgatar jogos e brincadeiras tradicionais como estratégia para fortalecer o desenvolvimento infantil, o convívio familiar e a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos.
Durante a conversa, Beto explicou que os jogos têm um papel muito importante na construção de vínculos e no desenvolvimento de habilidades como raciocínio, tomada de decisão e interação social. Jogos simples como stop, mímica, tabuleiro ou brincadeiras criadas com papel e barbante ajudam crianças e adolescentes a pensar, se comunicar e conviver melhor uns com os outros.
Segundo o especialista, além de estimular o raciocínio, os jogos tradicionais criam situações em que os participantes aprendem a lidar com frustrações, esperar sua vez, celebrar conquistas e construir estratégias, algo que nem sempre acontece quando estão sozinhos em frente a uma tela.
Beto ainda ressaltou que essa conexão por meio das brincadeiras pode fortalecer a relação entre pais e filhos. Em vez de simplesmente proibir o uso de telas, ele recomenda combinar momentos de interação tradicional com atividades digitais, respeitando a realidade de cada criança.
O especialista destacou também que os benefícios não se limitam apenas à infância: adultos também podem ganhar mais bem-estar emocional e social ao retomar momentos de jogo e diversão com familiares e amigos.
Ouça a entrevista completa no player acima e confira as orientações do especialista sobre como o equilíbrio entre telas e brincadeiras tradicionais pode contribuir para a saúde mental, o desenvolvimento emocional e o fortalecimento dos vínculos familiares.
O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.