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Carnaval além da fantasia: o que máscaras e adereços revelam sobre nós

Especialista explica as origens históricas da festa e analisa os significados simbólicos por trás das escolhas feitas na hora de cair na folia

Nacional Jovem

No AR em 16/02/2026 - 14:03

Colorido, vibrante e cheio de significados, o Carnaval é uma das festas mais populares do mundo e também uma das mais antigas. Muito antes dos trios elétricos e dos desfiles nos sambódromos, a celebração já reunia rituais, máscaras e fantasias em festas pagãs que marcavam a passagem do inverno e celebravam a sobrevivência. Com o tempo, a tradição foi incorporada ao calendário cristão, antecedendo o período da Quaresma.

Mas o que está por trás das fantasias que tomam conta das ruas todos os anos? Para a professora Ana Beatriz Dias Pinto, da PUC/PR, os adereços e máscaras vão além da estética e carregam significados ligados ao comportamento humano. Segundo ela, a possibilidade do anonimato e a liberdade de experimentar papéis diferentes do cotidiano ajudam a explicar por que tantas pessoas se permitem ousar mais durante a folia.

A própria palavra Carnaval tem origem controversa. Uma das interpretações mais aceitas vem do latim carne levare, que significa “retirar a carne”, numa referência ao período de abstinência que antecede a Páscoa. Já outras teorias associam o termo a antigas festas romanas, como a Saturnália, marcadas por cortejos, máscaras e inversão de papéis sociais.

Os desfiles de hoje também têm raízes históricas. As procissões religiosas da Igreja Católica influenciaram a organização dos cortejos carnavalescos, com estandartes, alas e música acompanhando os participantes. Blocos, maracatus e escolas de samba herdaram essa estrutura, transformando-a em espetáculo popular.

Atualmente, o Carnaval continua sendo um espaço de expressão, esperança e extravasamento. É um momento de celebração coletiva antes de um período mais introspectivo para os cristãos. E, mesmo com as transformações ao longo dos séculos, a essência permanece: celebrar a vida, a criatividade e a liberdade, ainda que seja por alguns dias atrás de uma máscara.

 Foliões curtem a apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo.

Ouça mais no player acima.

O Nacional Jovem foi apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.

Criado em 16/02/2026 - 15:00

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