A ideia de que os jovens já nascem prontos para lidar com tecnologia é cada vez mais questionada diante do avanço acelerado da inteligência artificial. Ferramentas capazes de produzir textos, resolver problemas complexos e gerar respostas em segundos têm provocado insegurança em muitos estudantes e recém-formados, que se perguntam se ainda serão necessários no mercado de trabalho.

Para o especialista em tecnologia e inovação Fernando Barra, autor do livro “Inteligência Artificial Ampliada”, o caminho não é disputar espaço com as máquinas, mas aprender a utilizá-las de forma inteligente. Segundo ele, o verdadeiro diferencial está nas competências que nenhuma tecnologia consegue substituir: curiosidade, capacidade de fazer boas perguntas, pensamento crítico, contextualização, ética, sensibilidade e tomada de decisão.
Durante a entrevista ao programa Nacional Jovem, Fernando destacou que a inteligência artificial deve ser vista como ferramenta de apoio e ampliação das capacidades humanas, e não como inimiga. Ele também reforçou a importância de preparar os jovens para uma atuação mais estratégica, criativa e consciente no uso dessas tecnologias.

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O Nacional Jovem foi apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.