Um caso recente de um jovem que afirma ter se apaixonado por uma inteligência artificial trouxe à tona uma discussão cada vez mais presente na sociedade: até que ponto as pessoas podem desenvolver vínculos emocionais com máquinas? Com a popularização de assistentes virtuais e sistemas de conversa cada vez mais sofisticados, a interação com a tecnologia deixou de ser apenas funcional e passou a ocupar também um espaço afetivo na vida de muitos usuários.
Para especialistas, esse tipo de envolvimento pode estar ligado a fatores como solidão, dificuldade de se relacionar ou até à busca por conexões mais seguras e previsíveis. No ambiente digital, a inteligência artificial responde sem julgamentos, se adapta ao perfil do usuário e pode simular empatia, características que, para algumas pessoas, acabam favorecendo a criação de laços emocionais.
Apesar de parecer inofensivo à primeira vista, o fenômeno acende um alerta. O excesso de envolvimento com a IA pode impactar a forma como o indivíduo se relaciona no mundo real, afetando habilidades sociais, expectativas emocionais e até a saúde mental. Por outro lado, quando usada de forma equilibrada, a tecnologia também pode servir como apoio, especialmente em momentos de vulnerabilidade.
O tema ainda é recente, mas tende a crescer à medida que a inteligência artificial se torna mais presente e mais “humana” nas interações. Por isso, o debate sobre limites, uso consciente e impactos psicológicos se torna cada vez mais necessário. Para entender melhor esse cenário, o programa Nacional Jovem conversou com a psicóloga Raquell Tezelli, que tem pós-graduação em saúde mental e física do adolescente e 18 anos de experiência no atendimento clínico de jovens.
Ouça a entrevista completa no player acima.

O Nacional Jovem foi apresentado por Ediléia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.
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