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Afroteca transforma vidas na Amazônia e fortalece educação antirracista

Projeto criado pela Universidade Federal do Oeste do Pará é finalista de um dos principais prêmios de tecnologia social do país e já impacta crianças, famílias e comunidades com ações de valorização da identidade negra

Nacional Jovem

No AR em 13/05/2026 - 14:00

Uma iniciativa criada no coração da Amazônia está mostrando como a leitura pode ser uma ferramenta poderosa no combate ao racismo e na valorização da identidade negra. A Afroteca, desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará, acaba de ser reconhecida como finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, uma das principais premiações do país voltadas a projetos de transformação social.

Em entrevista ao Nacional Jovem, o professor Luiz Fernando França, coordenador da iniciativa, destacou como o projeto vai além do incentivo à leitura e atua diretamente na autoestima, na representatividade e na construção de uma educação antirracista.

Um dos relatos mais emocionantes compartilhados durante a entrevista foi o de uma menina que sofria por não aceitar a própria cor da pele e a textura do cabelo. Segundo o professor, a criança enfrentava dificuldades relacionadas à autoestima até passar por um trabalho realizado em parceria entre a escola, a professora e a Afroteca. Aos poucos, ela começou a se reconhecer, se valorizar e a enxergar sua identidade de forma positiva. A transformação também emocionou a mãe da estudante, que relatou ao coordenador como percebeu o impacto do preconceito na vida dela e da filha.

Atualmente, o projeto conta com nove afrotecas espalhadas pelo Pará, reunindo livros, brinquedos, atividades culturais e materiais pedagógicos voltados à valorização da cultura afro-brasileira, indígena e amazônica. A proposta é criar espaços acolhedores de aprendizagem, pertencimento e fortalecimento das identidades.

 

Afroteca no Pará

O professor Luiz Fernando também explicou que a premiação entra agora em uma nova etapa. A equipe da Afroteca, formada por pessoas negras e quilombolas, virá a Brasília para participar da fase final do prêmio, durante a Semana Nacional de Tecnologia Social, que será encerrada no dia 29 de maio com a cerimônia oficial de premiação. Nesta etapa, haverá votação popular, e o coordenador aproveitou a entrevista para convidar os ouvintes a apoiarem a iniciativa.

Mais informações sobre os finalistas do prêmio estão disponíveis em Fundação Banco do Brasil – Finalistas do Prêmio Tecnologia Social.

Detalhes sobre o projeto podem ser encontrados no site oficial da Afroteca 

Criado em 13/05/2026 - 17:10

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