O silêncio ainda é um dos maiores obstáculos no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Na semana que antecede o 18 de maio, data nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil, especialista reforça a importância do diálogo dentro de casa como ferramenta de proteção.
Em entrevista ao Nacional Jovem, a coordenadora de comunicação do Instituto Liberta, Renata Greco, destacou que conversas simples do cotidiano podem ajudar crianças e adolescentes a reconhecer situações de risco, identificar adultos de confiança e pedir ajuda.
Segundo ela, não existe uma idade “certa” para iniciar esse diálogo. O mais importante é que as conversas aconteçam de forma natural, respeitando a faixa etária da criança e criando um ambiente seguro para perguntas e trocas. Temas como respeito ao corpo, limites, sentimentos e segurança na internet podem ser abordados desde cedo.
Renata também alertou para quais sinais que podem indicar situações de violência, como mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo repentino, agressividade e queda no rendimento escolar. Ela lembrou que, em muitos casos, o agressor está dentro do círculo de convivência da vítima, o que torna a escuta ativa ainda mais importante.
Outro ponto abordado foi a vulnerabilidade dos adolescentes no ambiente digital. A especialista destacou que o diálogo sobre redes sociais, aplicativos e segurança online deve fazer parte da rotina das famílias, especialmente diante do aumento de casos de violência sexual pela internet.
Durante a entrevista, Renata Greco reforçou que crianças e adolescentes precisam saber que serão acolhidos caso relatem alguma situação de violência. Além da família, escolas, profissionais de saúde e toda a comunidade têm papel fundamental na rede de proteção.
O 18 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes para conscientizar a sociedade sobre a gravidade do problema e incentivar ações de prevenção e denúncia.
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O Nacional Jovem foi apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.