Em sintonia com as discussões que estão em curso sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, a mostra evidencia o protagonismo indígena na relação sustentável com a terra e na formação essencial da identidade brasileira. A exposição retrata a história da presença cultural dos povos indígenas no território nacional, reunindo a produção cultural de mais de 300 povos indígenas que habitam os 26 estados e o Distrito Federal do Brasil.
Para o curador e diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez, “Brasil: Terra Indígena” é uma convocatória. “Uma afirmação da presença dos povos originários, que seguem criando o país com suas culturas e suas lutas. No contexto da COP 30, quando o mundo se volta à Amazônia e às urgências climáticas, esta exposição reafirma: não haverá futuro sustentável sem os povos indígenas”, explica.
São mais de 2 mil peças em exposição, como cestarias, cerâmicas e indumentárias de povos indígenas de todos os estados do país. Além da expressão material dos povos, a curadoria, realizada coletivamente, contempla a obra fotográfica de 45 artistas indígenas, que registraram o cotidiano e a presença de importantes lideranças indígenas da atualidade. A parceria com o Instituto Moreira Salles enriquece o conteúdo da mostra ao trazer imagens etnográficas e históricas de povos indígenas produzidas por grandes nomes da fotografia nacional, como Maureen Bisilliat e Marcel Gautherot.
“Brasil: Terra Indígena” em Belém vai até o dia 28 de novembro. Ela está sendo realizada no Centro de Exposições Eduardo Galvão, dentro do Museu Paraense Emílio Goeldi. Brasil: Terra Indígena”, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém.
Com entrada franca até o encerramento da COP 30.
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