Há exatos 100 anos, a astrônoma inglesa Cecilia Payne demonstrou algo que mudou para sempre o entendimento do universo: as estrelas são feitas principalmente de hidrogênio e hélio.
Antes da revolucionária tese de doutorado de Cecilia, os cientistas acreditavam que a composição das estrelas era parecida com a da Terra. No entanto, essa jovem universitária mostrou que o elemento mais abundante no cosmos é o hidrogênio, seguido do hélio, e que esses gases são o verdadeiro combustível das estrelas.
Na época, as conclusões de Cecilia foram recebidas com desconfiança. Só anos depois seu trabalho foi reconhecido como a base da astrofísica moderna.
Hoje, a descoberta da cientista inglesa é um marco que abriu caminho para tudo o que sabemos sobre as estrelas.
Para falar de Cecilia e sua importância para a astronomia, o Ciência no Rádio conversa com a doutora Marília Carlos, que é pesquisadora do Observatório Nacional, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A professora Marília é especialista em evolução estelar e dá palestras no Brasil inteiro sobre a tese seminal de Cecilia Payne. A próxima será durante a Escola Itinerante do Observatório Nacional. O evento vai ocorrer durante a Semana da Física da Universidade Federal de Goiás, de 29 de setembro a 3 de outubro.
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