Acusado por mais de 200 mulheres de crimes sexuais, o médium João de Deus pode ser preso a partir dessa quinta-feira. O Ministério Público de Goias pediu à Justiça a prisão preventiva dele. Dois promotores da força tarefa que investiga o caso estiveram no Fórum de Abadiânia, no interior goiano, nesta quarta-feira (12).
O pedido de prisão será analisado pela comarca local. O advogado de João de Deus, Alberto Toron, disse à Agência Brasil, da EBC, que recebeu a informação do pedido de prisão feito pelo Ministério Público, mas como não conhece o teor dos argumentos, não pode ainda fazer a defesa do cliente. Ele diz que vai nesta quinta-feira ao município de Abadiânia ver se consegue ter acesso ao documento solicitando a prisão do médium.
João de Deus é suspeito de abuso sexual contra mulheres que buscavam atendimento espiritual. Ele nega as acusações. O balanço mais recente do Ministério Público é de 206 possíveis vítimas.
Nesta quarta-feira, o médium esteve na Casa Dom Inácio de Loyola, onde faz os atendimentos, mas não permaneceu mais de 10 minutos no local. A assessoria da casa informou que ele se sentiu mal. Durante a visita ao centro, João de Deus afirmou ser inocente e que agora está nas mãos da justiça.
Ouça o Repórter Nacional (7h) desta quinta-feira (13):
- Presidente eleito Jair Bolsonaro usa redes sociais para criticar excesso de multas ambientais;
- Sancionada MP que destina dinheiro das loterias para segurança pública, esporte e cultura;
- Morre mais uma vítima do ataque na Catedral Metropolitana de Campinas;
- Governadores querem mais dinheiro para segurança e modernização dos presídios nos estados.