É nesse ponto invisível que começa a maior parte das histórias que o Setembro Amarelo insiste em nos lembrar: a saúde mental, que também depende dos contextos de trabalho, não se perde de repente, mas aos poucos, dia após dia.
Nos últimos dois anos, o número de benefícios concedidos por transtornos mentais relacionados ao trabalho cresceu 134%, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, coordenado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
E, enquanto você lê estas linhas, uma morte no trabalho formal é registrada a cada 3,5 horas no Brasil. Esses números revelam a gravidade do território invisível do sofrimento psíquico, a chamada zona cinzenta entre a saúde e o adoecimento, uma fase silenciosa em que o trabalhador acumula desgaste físico e emocional sem aparecer nas estatísticas, porque ainda não houve afastamento formal.
Sobre esse tema, conversamos com a Dra Itana Torres, especialista em cultura organizacional positiva.