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Anvisa aprova medicamento promissor contra o Alzheimer

Especialista comenta os avanços das pesquisas para o tratamento da doença

Revista Rio

No AR em 07/05/2025 - 15:04

(texto do apresentador)

Um medicamento promissor no tratamento do Alzheimer foi aprovado recentemente pela Anvisa para uso no Brasil. A medicação Kisunla, quando utilizada em estágios iniciais, pode retardar a progressão da doença que provoca a diminuição nas funções cognitivas e tem como principal sintoma a perda de memória. 

O medicamento, no entanto, ainda tem custo altíssimo e não está incorporado ao SUS. Na busca por tratamentos eficazes e prevenção do Alzheimer, cientistas de todo o mundo trabalham em pesquisas. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, um teste com uma molécula que protege células do cérebro abriu novas possibilidades.

Para entender mais sobre esses avanços o Revista Rio conversou com a professora Júlia Clarke, associada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.

Ouça no player acima.

 

 

 

- GOSTARIA DE TE PEDIR PARA ESCLARECER O ESTADO DA ARTE SOBRE O QUE A GENTE SABE ATUALMENTE EM RELAÇAÕ AO ALZHEIMER. NÓS AINDA DESCONHECEMOS AS CAUSAS DA DOENÇA?

- SOBRE ESSE MEDICAMENTO. QUAL A IMPORTÂNCIA DESSE REGISTRO FEITO PELA ANVISA? QUE RESULTADO TEM APRESENTADO EM OUTROS PAÍSES?

- EM RELAÇÃO A PESQUISA DE VOCÊS COM ESSA MÓLECULA.. PODE NOS EXPLICAR COMO FOI FEITO? QUE CAMINHOS ISSO ABRE?

- O INSTITUTO DE PSQUIATRIA DA UFRJ MANTEM UM AMBULATÓRIO PARA IDOSOS E UM CENTRO DIA PARA PESSOAS COM DEMÊNCIA, É O Centro de Doenças de Alzheimer e outras Desordens Mentais na Velhice. COMO FUNCIONA?

Qual a importância do registro pela Anvisa do denomimabe, remédio capaz de promover a recuperação cognitiva, ao menos em estágios iniciais da demência senil?

Que pesquisas no Brasil apontam outras frentes para o tratamento da doença?


Nesse nicho, qual a perspectiva aberta pelo estudo dos astrócitos, moléculas que são o foco de pesquisas na UFRJ?


 Na sua carreira, o estudo da mecânica do cérebro tem sido central desde o início. Como surgiu essa curiosidade? Algum livro? Ou um episódio familiar?

Faccioli: O Brasil experimentou, mesmo com as oscilações no desempenho da economia, um aumento consistente da longevidade.  O fenômeno traz novos desafios na Saúde.  Como evitar que na esteira do aumento da expectativa de vida venha um aumento exponencial de casos de demência?

 Existem fatores de risco claramente identificados para a demência senil, em especial a associada ao Alzheimer? Fazem diferença o nível de atividade, a escolaridade,  os hábitos de leitura?Ou fatores genéticos e hereditários pesam mais do que quaisquer outros?

Por último,  mas não por fim: o grau de isolamento social, pela perda de convívio familiar e social, pesa no desenvolvimento dos sintomas? Pesquisas sobre química e atividade cerebral comprovam essa relação?

Criado em 07/05/2025 - 15:24

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